Vereadores abrem CEI para investigar supostas irregularidades no consumo de combustível do Bem Estar Social

por comunicacao — publicado 23/05/2012 14h59, última modificação 19/11/2015 09h03

Algumas semanas depois da polêmica levantada por alguns vereadores sobre os gastos com combustíveis no antigo Departamento do Bem Estar Social da Prefeitura de Registro (hoje Secretaria), a Câmara de Registro abre uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar supostas irregularidades. O requerimento assinado pelos vereadores (Fred Simões, Cleiton Peniche, Dito Castro, Roberto Stuchi e Lourival Sales) para abertura da CEI foi apresentado no plenário na última segunda-feira, dia 21. Cinco vereadores (nomeados por sorteio) integram a comissão: Dito Castro, Cleiton Peniche, Roberto Stuchi, Fred Simões e Dr. Petrônio. Logo após a sessão, Cleiton Peniche foi eleito presidente e Fred Simões relator da CEI, que terá, inicialmente, 90 dias para concluir as investigações.

 A abertura da investigação aconteceu depois da verificação dos documentos que comprovaram o aumento considerável e injustificado no consumo de combustível no Bem Estar Social da Prefeitura de Registro, no final do ano passado e início deste ano. De acordo com as notas apresentadas na semana passada, no Plenário da Câmara, o consumo teve um aumento gradual e demasiado mês a mês. Em novembro do ano passado foi gasto R$ 2,47 mil, em dezembro subiu para R$ 4mil, no mês seguinte dobrou para R$ 8,3 mil e em fevereiro chegou ao ápice e gastou R$ 25,5 mil.

A Prefeitura abriu sindicância interna para apurar os fatos e entregou o resultado da sindicância a Polícia Civil. Mesmo assim, os vereadores decidiram abrir a CEI para apurar os fatos e, acompanhar de perto todo o desenrolar da suposta irregularidade. Para o vereador Marcos Portela (PT), líder da Administração Municipal de Câmara, os vereadores têm o direito e o dever de fiscalizar e não impôs impedimentos para a criação da Comissão Investigativa, apenas limitou-se a dizer que a Prefeitura tomou todas as providências legais diante do caso e não tem nada a esconder, por isso não seria contrário a investigação.